A megaoperação realizada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro já é considerada a mais letal da história recente do estado, superando em mais do que o dobro o recorde anterior de mortes em ações policiais.
De acordo com balanço atualizado, 64 pessoas foram mortas e 81 presas desde o início das incursões contra o Comando Vermelho, em comunidades da capital e da Baixada Fluminense.
A ação, que envolve Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal, tem como objetivo desarticular o braço armado da facção, responsável por tráfico de drogas, roubos e ataques a agentes públicos.
Comparativo com outras operações
Até então, o maior número de mortes em uma única operação no Rio havia sido registrado no Jacarezinho, em 2021, com 28 mortos.
O novo número mais que dobra o recorde anterior, provocando reações dentro e fora do estado e reacendendo o debate sobre o uso da força e o controle da violência policial.
Impactos nas comunidades
Os confrontos se concentraram em áreas como Complexo da Penha, Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro, onde moradores relataram dias de pânico, escolas fechadas e transportes suspensos.
Helicópteros sobrevoaram os bairros em baixa altitude, e veículos blindados ocuparam as principais vias de acesso.
Autoridades e reações
O governador Cláudio Castro afirmou que a operação “foi necessária para restabelecer a ordem” e que os resultados “mostram a força do Estado contra o crime organizado”.
Já entidades civis e de direitos humanos criticaram o alto número de mortes e pediram investigação sobre possíveis abusos nas ações.
Debate nacional
O caso gerou repercussão em Brasília. Parlamentares e organizações sociais cobram transparência nos dados e fiscalização das operações conjuntas entre forças estaduais e federais.
A megaoperação reacende a discussão sobre segurança pública, inteligência policial e políticas de combate ao crime nas favelas.
