Uma grande operação das forças de segurança do Rio de Janeiro resultou em 64 mortes e 81 prisões desde o início das ações contra o Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país.
A megaoperação foi realizada em diferentes comunidades da capital e da Baixada Fluminense, envolvendo policiais civis, militares e agentes federais.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, o objetivo da ação é desarticular uma rede que atua com tráfico de drogas, armas e roubos de veículos, além de cumprir centenas de mandados de prisão e busca e apreensão. Helicópteros e blindados foram utilizados nas incursões.
Bairros afetados e clima de tensão
Entre as áreas com maior movimentação policial estão os complexos da Penha, Alemão e Maré. Moradores relataram intensos tiroteios e suspensão de serviços públicos, como transporte e aulas em escolas municipais.
Imagens que circulam nas redes mostram barricadas, confrontos e helicópteros sobrevoando a região.
Autoridades defendem operação
O governador do Rio, Cláudio Castro, afirmou que as forças de segurança “não recuarão diante do crime organizado” e que a operação tem como foco “retomar o controle de territórios dominados por facções”.
O Ministério Público e a Polícia Federal também acompanham as ações para apurar o envolvimento de grupos criminosos em roubos de cargas e ataques a agentes públicos.
Repercussão nacional
A megaoperação gerou grande repercussão política e social. Entidades de direitos humanos criticam o número elevado de mortes, enquanto autoridades estaduais argumentam que o enfrentamento era necessário para conter a escalada de violência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas integrantes do governo federal afirmam que o combate ao crime precisa respeitar os direitos humanos e a legalidade.
