Crans-Montana: quando a festa virou tragédia

Crans-Montana: quando a festa virou tragédia

O Réveillon de 2026 em Crans-Montana, Suíça, deveria ser marcado por luxo e celebração. Em minutos, transformou-se em uma das maiores tragédias recentes do país: 47 mortos e mais de 115 feridos. A principal suspeita recai sobre velas pirotécnicas em garrafas de champanhe.

O brilho que virou chama

No bar Le Constellation, turistas brindavam a chegada do novo ano. Garrafas de champanhe eram servidas com velas pirotécnicas, símbolo de glamour. Mas, segundo a BBC News Brasil, uma dessas velas estava próxima demais ao teto. Em segundos, o brilho festivo se transformou em fogo.

“Foi questão de segundos. Primeiro uma faísca, depois o teto inteiro em chamas”, relatou uma sobrevivente ao G1.

O caos da evacuação

O fogo se espalhou rapidamente. A espuma do teto alimentou as chamas, e a fumaça tomou conta do ambiente. Segundo o Extra, vídeos mostram clientes tentando escapar enquanto garçons ainda seguravam garrafas com velas acesas.

“As pessoas gritavam, algumas tentavam quebrar janelas para escapar”, disse uma jovem ao Exame.

Autoridades e investigação

A procuradora-geral Béatrice Pilloud declarou que “as velas em garrafas de champanhe estavam muito próximas ao teto, e isso provavelmente iniciou o fogo”. O comandante da polícia, Frédéric Gisler, confirmou que mais de 115 pessoas ficaram feridas. O presidente suíço, Guy Parmelin, classificou o episódio como “uma das piores tragédias já registradas no país”.

“Estamos mobilizando recursos para identificar as vítimas e apoiar as famílias”, disse Pilloud ao UOL.

Impacto internacional

Entre as vítimas estavam cidadãos suíços, franceses, italianos, sérvios e portugueses. O governo italiano confirmou a morte do jovem golfista Emanuele Galeppini, de 16 anos. A ONU em Genebra declarou estar “profundamente abalada”. A União Europeia ofereceu apoio logístico e médico.

“O mundo do golfe italiano chora a morte de Galeppini”, afirmou a Federação Italiana de Golfe ao GZH.

Segurança em debate

O incêndio reacendeu comparações com a tragédia da Boate Kiss, no Brasil, em 2013. O coletivo “Kiss que não se repita” afirmou que o caso na Suíça “segue um padrão de falhas de segurança e negligência”. Especialistas alertam que velas pirotécnicas não deveriam ser usadas em ambientes fechados.

“Esses artefatos são projetados para espaços abertos. Em locais com teto baixo, o risco é imediato”, explicou um engenheiro ao jornal Le Temps.

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